- Professores têm 7,4% de reajuste em março - Campanha 2009

A partir de março de 2009, os salários dos professores de educação básica e ensino superior no Estado de São Paulo serão reajustados em 7,4%, o que corresponde à reposição integral da inflação (6,13%) e aumento real de 1,2%.

"Os professores tiveram aumento real! Os patrões nos chamaram para discutir esta questão, mas, neste ponto não há sequer a possibilidade de discussão. Em todas outras ocasiões os patrões foram beneficiados pelos movimentos econômicos, na única vez em que o momento não lhes é favorável, já querem passar o prejuízo para o professor", anunciou o presidente do Sinpro Campinas, Cláudio Jorge.

Desta vez, a categoria antecipou-se à crise. As Convenções Coletivas assinadas no primeiro semestre de 2008 e válidas por dois anos, não só garantiram o aumento real como também a manutenção de todos os direitos coletivos até 28/02/2010.

Na educação básica, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) também aumentou, passando de 21% para 24% e deve ser paga até 15 de outubro de 2009. As escolas que não pagarem o PLR deverão concecer reajuste de 9,4% a partir de 1º de março.

Atenção à base de cálculo
No ensino superior, o reajuste de 7,4% deve ser aplicado sobre o salário de julho de 2008. Na educação básica, a base de cálculo é o salário de março de 2008.

Independente da base de cálculo, o percentual repõe integralmente a inflação acumulada entre 1º de março de 2008 e 28 de fevereiro de 2009, que foi de 6,13% pela média dos três principais indicadores (ICV-Dieese; Inpc-Ibge e IPC-Fipe).

Segundo as Convenções Coletivas, o aumento real de 1,2% deve ser composto (multiplicado) à reposição inflacionária, resultando em 7,4%.

Fonte: Fepesp