- CAMPANHA SALARIAL - Trabalho tecnológico: a discussão é pra valer

Os Sinpros e a Fepesp fizeram uma proposta formal para que seja incorporado à Convenção Coletiva, na cláusula de hora extra, o pagamento das atividades tecnológicas que o professor executa.

Apresentada nesta terça-feira, dia 2, nas rodadas de negociações com os sindicatos patronais de ensino superior (Semesp) e educação básica (Seeeesp), a redação estabelece como extras as atividades realizadas por meio eletrônico e de mídia com o uso de novas tecnologias e plataformas de interação com alunos e estabelecimentos de ensino.

O princípio geral da reivindicação já vinha sendo discutido desde as primeiras rodadas de negociação. Agora o debate ganhou uma outra qualidade.

Para a Fepesp e os Sinpros, o mais importante é a aceitação de que o contrato por hora-aula não dá conta das novas atividades docentes que foram se somando às que eram habitualmente realizadas. Segundo Celso Napolitano, presidente da Fepesp, "as escolas precisam reconhecer que esse trabalho é novo e não está sendo remunerado. Esse é o ponto de partida a partir do qual devem ser discutidas como serão calculadas - e pagas - as horas de trabalho."

O Semesp admite a existência de novas atividades, mas pondera que algumas delas sofreram apenas substituição do meio em que vinham sendo realizadas. Cita como exemplo a "tarjeta", suprimida pela transmissão online de notas. Para os mantenedores de ensino superior, estabelecer essa distinção é tão importante quanto definir a forma de remuneração pelo trabalho.

Já o SIEEESP defende que o trabalho seja regulamentado por acordo interno nas escolas, hipótese rejeitada pelos Sinpros e a Fepesp. Para os professores, a Convenção Coletiva deve estabelecer parâmetros de remuneração das novas atividades para toda a categoria.

Fonte: Fepesp