- Unar demite 24 professores e não paga verbas rescisórias

O Centro Universitário de Araras - Dr. Edmundo Ulson - Unar  demitiu em dezembro do ano passado 24 professores de seu corpo docente sem pagar nada a título de verbas rescisórias. O Unar chegou a agendar junto à Subsede do Sinpro em Limeira, horários para a homologação das rescisões dos contratos de trabalho dos professores, mas depois cancelou todos os agendamentos, sob a alegação de falta de recursos.

O Sinpro Campinas agora estuda as medidas judiciais cabíveis contra a Instituição, que há alguns anos vem cometendo irregularidades e desrespeitando os direitos dos professores.

Manifestação
No final do ano passado diretores do Sinpro Campinas participaram de uma panfletagem dirigida à comunidade estudantil do Centro Universitário de Araras - Unar. O ato teve como objetivo denunciar uma série de irregularidades que vinham sendo cometidas pela Instituição nos últimos anos.

A panfletagem foi feita para mais de 300 pessoas nos dois prédios da Instituição e teve grande receptividade. Vários alunos e professores apoiaram o ato. Durante a panfletagem, uma aluna falou que já estava na hora do sindicato aparecer na instituição para mostrar o que de fato está ocorrendo com os professores e o descaso com a educação.Uma professora disse que não aguentar mais as pressões que vinha sofrendo dentro do Unar, classificando o clima como de  terror e medo.

Histórico
Há tempos o Centro Universitário Unar vem cometendo irregularidades. O Sinpro Campinas e Região já convocou o Ministério Público do Trabalho para intervir em várias questões como o não pagamento das diárias de viagem, salários diferentes para as mesmas funções, atraso no pagamento dos salários, não pagamento do TCC.

No dia 19 de novembro, depois de ser convocado a participar do Foro Conciliatório junto ao sindicato Patronal, o Unar apresentou, uma série de documentos comprovando ter sanado parte das irregularidades. As diárias de viagem relativas a julho e agosto foram pagas em 30 de outubro e as relativas a agosto e setembro deveriam ser depositadas até o dia 23 de novembro.

Só ficou comprovado o pagamento do TCC para os professores do curso de Arquitetura, não sendo apresentado o levantamento dos demais cursos. Com relação aos salários atrasados o Unar encaminhou as folhas de pagamento dos últimos três meses comprovando o pagamento no 5º dia útil, mas no entanto, um  grupo de professores recebeu o salário de outubro com atraso. O Unar deveria apresentar no final do ano passado uma proposta para resolver a questão da isonomia salarial.

Processo
O Sinpro entrou com processo na Justiça do Trabalho em Araras em que o Unar foi condenado em primeira instância, a pagar multa, juros e correção monetária por ter atrasado os salários dos professores em 2006, 2007 e 2008, por descumprir o período de férias estabelecido na Convenção Coletiva de Trabalho e por atrasar o pagamento do 13º salário.