- Ensino superior: direitos coletivos devem ser renovados

Existem boas perspectivas de renovação de todas as cláusulas sociais para a próxima Convenção Coletiva no ensino superior. Esse foi o principal saldo da rodada de negociação do dia 22 com o Semesp, sindicato que representa as mantenedoras.

A Convenção atual possui 54 cláusulas. Entre elas, a bolsa de estudo para professores e dependentes, a garantia  semestral de salários, o recesso com duração de 30 dias e estabilidade a 24 meses da aposentadoria.

A manutenção dos direitos coletivos permite que as negociações se concentrem em outras três questões difíceis: pagamento pelo trabalho tecnológico, participação nos lucros e resultados (PLR) e reajuste salarial.

Melhorar condições de trabalho e evitar contratação precarizada
Os professores insistiram no pagamento pelo trabalho com novas tecnologias. Remunerar as horas em que o professor está, mesmo a distância, à disposição dos alunos e das instituições de ensino tem também o caráter de estabelecer um limite que preserve as condições de saúde e de trabalho.

Os representantes patronais , por sua vez, disseram que as mudanças na educação não estão limitadas ao uso de novas tecnologias. Citaram como exemplo a estrutura dos cursos modulares, que também exigem uma nova regulamentação na contratação docente.

Os Sinpros e a Fepesp reconheceram a necessidade de discutir os cursos modulares para evitar a contratação precarizada de professores.

Educação Básica
A reunião prevista para a terça-feira, dia 23, com o SIEEESP (sindicato das escolas de educação básica) foi transferida para para a próxima terça-feira, dia 2 de março.

Fonte: Fepesp