DSCN3066Uma manifestação pacífica feita pelo Sinpro Campinas e Região em frente à Escola Futura, na manhã desta quinta-feira, dia 3, usada para denunciar a estudantes e pais, a demissão arbitrária da professora de Geografia, Lidiane Mariana da Silva Gomes, no final do primeiro semestre letivo, teve a inesperada presença da Polícia Militar.

A direção da Escola, ao invés de estabelecer o diálogo, preferiu usar a repressão e chamou a Polícia para tentar impedir a livre manifestação do Sindicato, demonstrando a falta de respeito aos estudantes e aos pais, numa nítida ação antissindical.

A denúncia do Sinpro surtiu efeito imediato. Os estudantes até esta quinta-feira, ignoravam a demissão de Lidiane e foram questionar os motivos diretamente com a Diretoria. A resposta, autoritária da escola, foi que de como uma empresa poderia demitir e contratar quem quisesse. Os professores, segundo relatos de alunos, não conseguiram dar aulas no período da manhã e também não tiveram informações sobre a demissão da colega.

Sem justificativa

lidianeA professora de Geografia Lidiane Mariana da Silva Gomes foi demitida no dia 27 de junho, em pleno ano letivo, interrompendo o processo pedagógico anual. Não houve qualquer justificativa nem argumento por parte da Escola Futura e, sequer, a professora recebeu qualquer advertência verbal ou por escrito, sobre algum problema ocorrido durante o primeiro semestre.

Excelente profissional, a professora Lidiane era funcionária da Escola Futura desde agosto de 2012 e sempre cumpriu com suas obrigações de entrega de notas, provas e documentos escolares, impreterivelmente dentro dos prazos.

“Lei da Mordaça”

Lidiane, que também é diretora do Sinpro Campinas e Região e participa dos Movimentos da Mulher e do Negro, sempre teve uma postura de respeito e compromisso com seus alunos e privilegiou a formação crítica dos estudantes, promovendo o debate e reflexão sobre os temas relacionados à disciplina de Geografia e também atuais.

O “patrulhamento ideológico” dentro da sala de aula tem sido combatido pelo Sinpro Campinas e demais instituições progressistas, que defendem a educação, sem censura por parte das escolas, dos pais e dos estudantes.

Histórico de desrespeito

Os atuais gestores da Escola Futura, desde que assumiram a Instituição em 2009, vêm tomando uma série de atitudes questionáveis do ponto de vista legal e moral. Compraram uma escola que tinha problemas financeiros e de cara, se utilizaram de uma manobra, criando outra figura jurídica, com novo CNPJ, para se eximir de responsabilidades futuras no âmbito trabalhista e fiscal. Demitiram todos os professores para depois recontratá-los por salários bem mais baixos. O professor e diretor do Sinpro Campinas, Paulo José Nobre, teve seu vínculo mantido na antiga empresa e precisou recorrer à Justiça pra garantir sua transferência para empresa criada pelos novos donos da Futura. A Justiça reconheceu seu direito de permanecer como membro do quadro docente .

Com a reintegração de Paulo Nobre, o Sinpro Campinas ingressou com ação coletiva pedindo que todos os professores demitidos e recontratados, tivessem seus salários igualados ao do diretor do Sindicato. Em nenhum momento os gestores da Escola Futura se propuseram a dialogar com o Sindicato. Pelo contrário, sempre mantiveram a postura autoritária e pouco democrática, como a demonstrada na manhã desta quinta-feira, quando quiseram “calar” o Sindicato com o uso da força policial.

Tanto na ação coletiva como na reintegração do professor Paulo Nobre, o Sinpro Campinas teve decisão favorável da Justiça. Em 1ª e 2ª Instância a Justiça reconheceu a sucessão empresarial, ou seja, os atuais gestores apenas continuaram com todos os processos, funcionários e passivos da antiga Escola Futura.

2 Responses to Direção da Escola Futura chama a polícia para impedir manifestação do Sinpro Campinas contra demissão arbitrária

  1. Rozana Faro disse:

    O engraçado é que no face da escola eles postam foro de Paulo Freire e fala de ética. Que ética? Agem com truculência. Sei que são patrões e que podem demitir, como dizem. Mas deveriam agir com a ética que tanto prezam.

  2. Anonimo' disse:

    já estuddei na escola futura e la é uma escola onde todos querem o silencio la ninguem quer resolver as cosisas pra elas tudo ta certo e eles são o dono da razão

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