O IEP – Instituto Educacional Piracicabano, mantenedor da Unimep, deverá enviar até as 15 horas da próxima segunda-feira, dia 14, as respostas às reivindicações dos professores, funcionários e estudantes da Unimep, em greve por tempo indeterminado desde o dia 8.

Em reunião do Foro Conciliatório mediada pela Fepesp e Semesp nesta sexta-feira pela manhã, representantes do Sinpro Campinas e Região, do Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar, da Adunimep e representantes dos estudantes voltaram a cobrar do IEP a suspensão do novo sistema implantado na Universidade.

O novo sistema implementado, segundo argumentos dos estudantes e professores, ainda não opera normalmente e apresenta muitas falhas, impedindo os alunos de efetivar as matrículas e emitir outros documentos, inclusive boletos de pagamento.

O representante do IEP admitiu que alguns ajustes precisariam ser feitos em conjunto com docentes e discentes, “mas a deflagração da greve impossibilitou os ajustes”, numa tentativa de culpar o movimento grevista pelo caos criado com a mudança autoritária implantada pela Rede Metodista.

O IEP/Rede Metodista propõe entre outras questões:

– que seja elaborado um parecer técnico sobre o sistema operacional em vigor da empresa TOTVS, para demonstrar a viabilidade e importância da implantação e substituição do sistema anterior;

– a criação de grupo de trabalho para estudo da autonomia universitária.

– como recomendação e sugestão, ao menos a suspensão da greve, para que os grupos de trabalho sejam instalados já na próxima segunda-feira.

O Sinpro Campinas e a Adunimep, bem como os representantes dos funcionários e estudantes, pediram que a mantenedora da Unimep formalizasse as propostas, para que possam ser submetidas às respectivas assembleias na segunda-feira, dia 14.  A assembleia dos professores será às 19h30, na segunda-feira, dia 14, no Campus Taquaral.

Diante da manifestação verbal das propostas, os diretores do Sinpro Campinas, Carlos Virgilio Borges, Chileno, presidente, e Conceição Fornasari, secretária-geral e professora da Unimep, cobraram do IEP um posicionamento a respeito dos constantes descumprimentos de cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho levadas ao conhecimento da Mantenedora em ofícios e notificações específicas, tais como atrasos constantes de pagamento, retenção de valores descontados dos trabalhadores e não repassados às respectivas entidades sindicais, ausência de homologação das rescisões contratuais, não emissão de holerites e atrasos nos depósitos dos valores referentes ao FGTS.

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